Os custos da Inatividade Física
Em Portugal, os custos anuais diretamente associados à inatividade física correspondem a 256,3 milhões de euros, enquanto os custos indiretos apresentam um valor de 70,3 milhões de euros, perfazendo um custo total de 326,6 milhões de euros.
O comportamento sedentário é uma das principais causas do desenvolvimento de várias doenças crónicas, sendo muito importante a aposta na sua redução que está associada a outros benefícios psicossociais.
Crianças com pais inativos têm menor probabilidade de serem ativas, estando comprovado cientificamente que a mãe inativa influencia 2 X mais os seus filhos.
Crianças fisicamente inativas apresentam maior dificuldade na socialização, o que lhes cria ansiedade e stress, menor autoestima, conducente a um aumento de comportamentos de risco, que vão comprometer a saúde.
A Inatividade física vem assim comprometer a saúde fisiológica, psicológica, cognitiva e social, reduzindo o capital humano e conduzindo a um menor sucesso educativo e a menor produtividade, com impacto verdadeiramente negativo na economia do país.
Segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), todas as crianças e adolescentes devem praticar atividade física de intensidade moderada, pelo menos 60 minutos todos os dias, incluindo atividades de intensidade vigorosa pelo menos três vezes por semana. A prática regular de atividade física ajuda a promover uma boa aptidão física e bem-estar.
As recomendações aconselham que as crianças e adolescentes não despendam em atividades recreativas consideradas sedentárias, mais do que as duas horas diárias.
Complementarmente existe evidência de que a prática regular de atividade física e a aptidão física melhoram o rendimento cognitivo e o sucesso educativo.
A atividade física promove músculos mais fortes, uma melhor saúde óssea, portanto, mais saúde; o que permite um maior e melhor desenvolvimento do cérebro, tornando-o mais ativo, promovendo melhor raciocínio lógico e maior facilidade de expressão. Estas competências vão criar uma maior autoestima, conduzindo a uma maior produtividade com impacto positivo na economia do país.
Fonte: https://fitescola.dge.mec.pt/pagina.aspx?id=17
